100% Verdão 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, fevereiro 2nd, 2012 by admin | 38 Comentários

Ainda não foi tudo aquilo, mas foi muito bom. Ganhar do time de aluguel montado pelo dono de Itumbiara, o prefeito Zé Gomes, é muito bom. Foi a primeira vez em sete anos que o Verdão venceu no Estádio JK.

Melhor ainda é ver que o time tem, hoje, alternativas no banco de reservas para mudar o rumo de uma partida.

O Goiás dominou o primeiro tempo. Controlou o jogo, teve a maioria das chances, embora quase tivesse sofrido um gol por duas vezes no mesmo lance. Merecia terminar a etapa vencendo e terminou, com o gol de Amaral, o terceiro (!) dele no campeonato.

De errado, nos primeiros 45 minutos, só a insistência em chuveirar na área adversária em lances com bola rolando, tendo atacantes pequenos contra zagueiros altos. Foi em um levantamento de Egídio na área que saiu o gol, mas é bom lembrar que foi um lance de falta, em que se posicionaram os melhores cabeceadores — e que não são homens de frente — do Goiás, como o próprio Amaral.

A entrada do atacante Lins e o reposicionamento tático do Itumbiara foram, em um primeiro momento, mal assimilados pelo time em campo. Os donos da casa adiantaram a marcação e a bola alviverde começou a ser rifada por todos. Harlei — que fez importantíssimas defesas — iniciou a velha prática da ligação direta com o ataque nos tiros de meta, o que invariavelmente servia apenas para deixar a pelota de novo nos pés da equipe do Zé Gomes.

Aí Enderson Moreira mostrou para que serve um técnico de futebol: colocou em campo um terceiro zagueiro para anular o escorregadio Lins — Valmir Lucas cumpriu a função com louvor — e logo depois pôs em campo Vítor, reestreando liberado para avançar ao ataque, que é o que melhor ele sabe fazer. O Goiás, que tinha passado perto de sofrer o empate, voltou a ter as rédeas da partida no terço final do segundo tempo. Felipe Amorim deixou de ser fominha por um momento e o gol de Iarley coroou o bom trabalho do treinador e da equipe.

No geral, foi animadora a postura do Goiás em campo. Apesar de não ser essa coca-cola toda propagandeada pela imprensa, o Itumbiara seria, hoje, um time melhor do que muitos dos que disputaram a Série B do ano passado — Zé Luís, Mancuso, Andrezinho, Gleidson, Erick Flores, Lins e Edson Borges, entre outros, eram titulares de destaque em equipes que jogaram com o Verdão; o zagueiro Micão era do América (MG) e o ala Wagner Diniz, do Atlético (PR) .

No primeiro tempo do “chá de realidade” que terminará com o apito final do jogo de domingo, contra o “todo-poderoso” Dragão, o Goiás saiu-se muito bem. Continuar 100% na segunda-feira não será nada mal.

ARAUJEANAS
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É bom lembrar que os melhores momentos da equipe se originaram de bolas trabalhadas e não de chutões para a frente.

***** Se nos jogos anteriores Peter não tinha comprometido, embora não mostrasse brilho, ontem jogou mal, muito mal. Destoou da equipe, errou domínios de bola e passes, favorecendo contra-ataques e abriu a guarda para Vítor. Que iniciou a jogada do segundo gol e, só com isso, fez mais do que o então titular o jogo inteiro.

***** Além da boa entrada de Vítor, Ramón não deixou saudades de David. Alan Bahia, como sempre, entrou bem. Como deve ser bom para o treinador olhar para o banco de reservas e ver que tem opções de verdade e não restolhos de um time mal-arrumado.

***** Lins, pelo que mostrou no ABC em 2011 e reafirmou ontem, é alguém para a diretoria do Goiás ficar de olho. O atacante tem 24 anos, teve passagem pelo Grêmio no ano passado (fez gol no primeiro Gre-Nal do Gauchão) e teria direitos federativos ligados ao Criciúma.

***** Prevejo boa disputa pela Bola de Esmeralda do jogo. Tenho meu palpite. E você? Vamos votar.

Chá de realidade, por favor 

Arquivado em: Sem categoria on segunda-feira, janeiro 30th, 2012 by admin | 20 Comentários

Estava eu ansioso para ver o Goiás x Vila de sábado. Menos pela falsa rivalidade que hoje existe — e que ultimamente distorceram para o sentido de “briga”, “rixa” etc. — do que para ver a postura do time de Enderson Moreira no campo em que o Esmeraldino manda seus grandes jogos. O Serra Dourada parecia ser o palco perfeito para o Goiás mostrar se realmente se “barcelonizou” em relação ao ano passado.

(Antes de seguir, é bom explicar o neologismo “barcelonizar”, um verbo que muitos por aí, além de mim, já devem ter adotado, e que qualifica seu sujeito como “aquele que prefere tocar a bola ao invés de dar chutão”. Nada a ver com a qualidade técnica do time originário do verbo, algo inatingível sem talento e anos de treinamento, portanto; é apenas uma filosofia de jogo relativamente viável de se adotar por algum técnico de mais boa vontade com o bom futebol, como parece ser o atual comandante do Goiás)

Pois bem, na boa: o Goiás não me agradou, nesse sentido. Esperava muito mais. Tanto que custei a escolher um jogador para destacar — o qual não vou citar agora para não influenciar na escolha do Bola de Esmeralda. Mesmo tendo um adversário muito ruim, tecnicamente falando, o time errou muitos passes e, pior, alguns deles passes laterais.

OK, vieram os três pontos, nem tão tranquilos quanto os que saíram do jogo de estreia, mas muitíssimos mais fáceis do que os de Morrinhos. Mas daí a apostar que o Goiás vai garantir os 100% de aproveitamento daqui a uma semana a distância é maior do que a ida e volta a Itumbiara pela BR-153 ou uma caminhada a pé da Serrinha à Campininha.

Se quiser ganhar de dois times cheios de bons boleiros como serão os adversários das duas próximas rodadas, a defesa do Goiás vai ter de passar por uma reciclagem relâmpago. Por isso estou bem cético quanto ao que virá: já são anos em que o problema defensivo não se soluciona, seja por falhas individuais ou por esquemas táticos, então não posso crer que será em dois dias que isso acontecerá.

Harlei ainda defende bolas importantes. Mas faz tempo que deixa passar algumas outras que outros goleiros agarrariam. Por isso, embora continue sendo o melhor goleiro do Goiás — e isso não é nenhum grande elogio — já faz tempo, também, que não é o melhor da posição nem no Campeonato Goiano. E goleiro é assim: a gente só vê os acertos enquanto os erros mais gritantes não aparecem. Se a horrível reposição de bola manual que ele  executou sábado e acabou no pé de um atacante do Vila terminasse em gol, hoje ninguém falaria da boa defesa com os pés que ele fez.

Como ocorre com Harlei, também Rafael Toloi e Ernando continuam inconstantes, alternando bons momentos com pequenas lambanças, que com adversários mais qualificados serão fatais. E Amaral e Marcos Paulo, apesar dos gols de sábado, são apenas peças de reposição em um time que quer algo mais do que ganhar Estadual. Alan Bahia precisa virar logo o segundo volante e esse jovem Juliano precisa ser testado para ser aprovado ou reprovado.

No mais, em Itumbiara, a cidade em que o futebol é de verdade o ópio do povo, a coisa ficará complicada. Ao mesmo tempo, depois de três colheres de chá neste Goianão, a quarta-feira nos dará a primeira xícara de chá de realidade. A segunda vamos tomar no próximo fim de semana.

ARAUJEANAS
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Está cada vez mais deprimente, o clássico Goiás x Vila. O público se reduz a cada encontro, o resultado do jogo é (felizmente, para nós) previsível — o que tira muito do fator expectativa — e a violência anda assustando até quem é mais acostumado com estádio. Eu, mesmo, não vou mais com camisa do Verdão em jogo contra os arquirrivais, porque é abusar da sorte: sair de verde ou de vermelho em dia do confronto virou chamariz de mala, seja no Serra ou seja bem longe. E agora, que brigam torcedores até do mesmo time, em pleno sol da tarde, como fica?

***** Que o David não iria comemorar gol contra o Vila, era uma bobagem (da parte dele) que todos nós já sabíamos; a novidade foi ele não nos ter adiantado que também não iria jogar. Justiça a ser feita (e que não vi sendo feita pela imprensa em geral), foi ele quem alçou na área a bola para o primeiro gol. No mais, só decepção. Precisa agora jogar o quádruplo em Itumbiara.

***** E aí, quem foi o Bola de Esmeralda? O meu demorei a escolher, mas escolhi.

Com a ajuda do banco 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, janeiro 26th, 2012 by admin | 20 Comentários

Como sempre, a parada não foi fácil em Morrinhos. O Goiás teve de se superar para vencer o time da casa, o que só se conseguiu no segundo tempo, com as substituições: depois do 2 a 2 – placar para o qual nossa defesa colaborou muito -, quem resolveu foram os reservas Alan Bahia e Ramón.

O que o ataque fazia, a defesa desfazia. Um gol feito, um gol tomado. Outro gol marcado, outro gol sofrido. Fica a pergunta: onde está o buraco, que já vem do ano passado? São os zagueiros? É o goleiro? A proteção dos volantes? Os alas que não marcam? Um pouco de tudo isso? É uma pergunta para qual, mais do que nós ou a imprensa ficar discutindo, precisa ser respondida e solucionada por Enderson Moreira.

Na frente, Iarley foi uma figura apagada. E tem sido assim desde o ano passado, quando, no máximo, teve lampejos do velho e bom atacante que esteve por aqui em 2008 e 2009.

David e Ricardo Goulart, novamente, estiveram acima da média, participando bastante de lances decisivos. E Alan Bahia já merece ser titular, como segundo volante, na vaga de Marcos Paulo, a quem, porém, não vejo tão mal quanto alguns comentaristas querem pintar.

ARAUJEANAS
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David, que é um jogador inteligente também fora de campo, perdeu uma oportunidade de ficar calado. Falar que não vai comemorar gol contra o ex-clube, quando o ex-clube é o arquirrival do que o está empregando, não é coisa de quem pensa globalmente. No mínimo, o melhor teria sido ficar calado, ao ser questionado sobre isso.

***** Seis pontos em dois jogos. Três pedreiras pela frente, com dois clássicos e um confronto contra o melhor time do interior. Feita a obrigação, é a hora da superação.

***** Depois de ouvir a narração, ver os melhores momentos e os comentários sobre o jogo, quem foi o Bola de Esmeralda (melhor jogador esmeraldino) na vitória de 4 a 2 sobre o Morrinhos? Espero a opinião dos amigos do Blog.

Pra ver se a coisa é pra valer 

Arquivado em: Sem categoria on quarta-feira, janeiro 25th, 2012 by admin | 6 Comentários

Em termos de Campeonato Goiano, o Goiás tem hoje, já no segundo jogo, a possibilidade de demarcar um pouco mais seu lugar diante da torcida, da imprensa e dos demais clubes.

A primeira partida foi o sonho dos esmeraldinos. Estreia recheada de gols, em uma partida na qual nenhum jogador merece críticas por sua atuação. Todos, até os reservas que entraram, foram pelo menos de rendimento aceitável.

Os senões ficam pelo fato de atuar contra uma equipe que provavelmente será rebaixada e conhecer o campo de jogo. Hoje, no Estádio João Vilela, contra o Morrinhos, a situação é outra: o adversário não é dos mais fortes, mas está mais bem preparado do que a Aparecidense e o jogo é fora de casa. E o retrospecto lá não é tão bom assim: em dois jogos, uma derrota vergonhosa no ano passado e uma vitória apertada em 2010. O gramado está em condição ignorada por este blogueiro. O campo tem dimensões menores, portanto será difícil tocar a bola com tanta tranquilidade como foi na Serrinha. E a torcida vai com certeza comparecer em bom número.

Um bom teste para o Verdão. Acredito em vitória, embora por um placar mais magro. Mas o que quero ver (ou ouvir, no caso) é um time com consistência em atuação. O resultado é consequência.

Se o time demonstrar o mesmo volume de jogo e a mesma postura, já é um passo a mais para conquistar o coração dos torcedores.

ARAUJEANAS
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A sede do Nação Esmeraldina foi vítima de roubo de segunda para terça-feira, mas deve voltar a funcionar nesta quinta. Hora de virar sócio-torcedor, pagando R$ 150 (arquibancada) para depois assistir jogo do Goiás até o fim do ano sem enfrentar bilheteria nem fila de entrada.

Boa largada 

Arquivado em: Sem categoria on segunda-feira, janeiro 23rd, 2012 by admin | 19 Comentários

Primeiro, as ressalvas: foi o primeiro jogo do ano, contra um adversário que utilizou ex-jogadores em atividade na escalação e que não serve de parâmetro técnico para o nível de disputa que realmente interessa ao Goiás (leia-se título do Campeonato Goiano, Copa do Brasil e Série B). Considero como o segundo jogo-treino do ano, com a diferença de que valeu três pontos e os times estavam com uniforme de jogo.

Agora, a parte boa: não sei se alguém acompanha F-1 (eu já acompanhei muito mais, hoje só de longe), mas fiz uma vez aqui uma analogia de um projeto de time com o projeto de um carro de corrida — se o carro for “malnascido”, putz, pode se preparar que a temporada vai ser o tempo todo de remendos, aerofólios novos, recursos aerodinâmicos. O carro acaba virando um Frankstein de rodas. Isso se vê logo no primeiro treino da temporada. O mesmo se aplica a um time.

Foi o que ocorreu com o Goiás nos últimos anos: no teste para o resto do ano, que são as primeiras rodadas do Goianão, contra quaisquer adversários, o time mostrava todas as deficiências que seriam catastróficas lá na frente.

Foi o que não ocorreu ontem: pelo contrário, fazia tempo, muito tempo, que uma estreia do Goiás não enchia os olhos da torcida. Não me lembro de um jogo inicial deixar o esmeraldino tão animado, ele que é por natureza sempre desconfiado.

Todos os contratados comportaram-se como reforços. Sobre David e Ricardo Goulart, nem precisa falar, quem viu ou ouviu o jogo tem certeza disso: fizeram a bola chegar ao ataque e, mais do que isso, participaram do ataque também. David já está escalado como o homem da bola parada e será, com certeza, titular. E, entrando Thiago Humberto, mesmo que Goulart fique no banco já ficamos mais tranquilos.

Peter e Egídio não apareceram tanto, mas mostraram serviço. E Marcos Paulo fez o que volante tem de fazer: tomar bola e entregar para o colega mais habilidoso. Foi assim que nasceu, do pé dele, o terceiro gol do Goiás, embora ninguém da imprensa tenha notado (e por isso, talvez, falado que não viram ele fazer nada demais em campo).

Da parte dos “velhos de casa”, Felipe Amorim e Rafael Toloi comeram a bola. Jogaram muito, especialmente no primeiro tempo. Sobre Amorim, fica a observação de que ele andou gritando com companheiros e fazendo falta para cartão sem necessidade. Sinal de marra (coisa negativa), vontade (coisa positiva) ou as duas coisas.

Mas quem me agradou, de verdade, foi Enderson Moreira. Botou a equipe para tocar, valorizar a posse de bola, enfim, jogar futebol. Um comentarista de uma emissora achou tão estranho que disse que o Goiás tinha desistido do jogo após fazer o primeiro gol. Ainda bem que o time não foi tão afoito quanto esse analista.

É só o começo. Mas temos, sim, bons motivos para acompanhar mais de perto esse time e este ano. O carro verde largou bem.

ARAUJEANAS
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Na comunidade do Goiás no Orkut tínhamos uma votação chamada Bola de Esmeralda, que escolhia o melhor jogador do Verdão a cada rodada. Vamos começar isso por aqui? No fim da rodada, apuramos os votos.

***** Ao torcedor que ainda não sabe: até sábado, o Nação Esmeraldina custa só R$ 150 (arquibancada) e R$ 250 (cadeiras) para o ano todo! É mais barato do que pagar meia em todos os jogos. Já que o Goiás não divulga, a gente divulga aqui.

***** Sobre a nota acima, sinceramente não entendo por que os setoristas do clube não noticiam a promoção. Basta uma chamada em cada programa da emissora, coisa de 20 segundos, nada mais. É um serviço de utilidade pública, uma das principais finalidades do veículo rádio.

Bem melhor que em 2011 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, janeiro 19th, 2012 by admin | 17 Comentários

O técnico Enderson Moreira já confirmou a escalação que entra em campo domingo, contra a Aparecidense, na estreia do Goianão 2012. O time vai de Harlei; Peter, Rafael Toloi, Ernando e Egídio; Amaral, Marcos Paulo, David e Ricardo Goulart; Iarley e Felipe Amorim.

Resolvi ir ao Google para buscar o onze do Verdão na abertura do Estadual do ano passado. Alguém se lembra onde foi, com quem foi e onde foi? Pois é, eu também não me lembrava. Foi contra o Trindade, no acanhado Estádio Abraão Manoel da Costa, com vitória de 1 a 0, gol do garoto Tardelly. O time jogou com Harlei; Oziel, Rafael Toloi, Ernando e Marcão (Valmir Lucas); Amaral, Carlos Alberto, Marcelo Costa e Felipe Amorim; Diogo Galvão (Rithely) e Tardelly (Zé Antônio).

Cinco dos que serão titulares domingo eram da escalação de um ano atrás: Harlei, Toloi, Ernando, Amaral e Felipe Amorim.

Olhando time por time, mesmo sem conhecer melhor o futebol dos quatro reforços que vieram de fora, dá para dizer, só pela procedência: o Goiás começa 2012 bem melhor.

Ou dá para comparar Marcelo Costa a David ou Ricardo Goulart? Marcão, na lateral, a Egídio? Diogo Galvão a Iarley? Pior dos casos, como equilibrar na balança Oziel e Peter, mesmo sem ter visto este por aqui? A dúvida fica apenas entre Carlos Alberto e Marcos Paulo, o qual, porém, fez uma apresentação convincente no jogo-treino, segundo informações de amigos do Blog.

No elenco, para uma escalação adequada ao início do Goiano, faltou apenas um atacante referência, coisa que, depois de Rafael Moura, nunca mais o Goiás.

Apesar desse melhor elenco na comparação com 2011, o Verdão começa o campeonato como mais coadjuvante do que no ano passado, na opinião da imprensa especializada. Também vejo dessa forma. Os favoritos moram em Campinas. Quer saber? Melhor assim.

ARAUJEANAS
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A cirurgia de Hailé Pinheiro foi bem sucedida. Apesar de todas as controvérsias e críticas, é bom ressaltar que está em jogo a vida do mais importante dirigente da história esmeraldina e do futebol goiano. Mais do que qualquer coisa, é momento de solidariedade humana com sua família.

***** A parceria com a BWA para a construção da arena parece estar caminhando. A passos lentos e lerdos, mas está. Ficamos na expectativa da aceleração do processo. O Goiás precisa.

“Baselona”, a missão 

Arquivado em: Sem categoria on domingo, janeiro 15th, 2012 by admin | 20 Comentários

João Bosco Luz se tornou presidente do Goiás Esporte Clube e confesso que fiquei muito feliz com isso.

Apoiei desde o primeiro momento a pré-candidatura de Flavio Ramos à presidência e entendo que ele poderia (e pode) oferecer muito ao clube. Mas, por outro lado, talvez João Bosco seja o único nome que possa unir oposição e situação em prol de um trabalho comum pelo Verde – e falo isso porque há muita coisa na proposta do grupo “Reage Goiás” que merece ser vista com carinho.

E um dos projetos que merece a máxima atenção diz respeito às categorias de base. Não só ao modo administrativo de conduzi-las, mas, principalmente, à escola de futebol que o clube quer aderir.

Desde os anos 70 o Goiás teve a marca da técnica, do toque de bola, o chamado (por mim, não sei se por mais alguém) “futebol do meia”. É aquele estilo de jogo que prioriza a armação, de onde, aí sim, podem sair as grandes jogadas e os ataques fatais.

Lembro disso nos relatos de meu pai sobre Tuíra. Lembro das minhas reminiscências de infância com Pastoril. Alguns anos depois, com Luvanor. Depois, Carlos Magno e Péricles. Ainda tivemos Wallace e Sandoval. A partir do fim dos anos 1990, porém, o Goiás sofreu um processo de “heliodosanjização”, que deve muito ao treinador que dá nome ao fenômeno. Porém, eu seria injusto com Geninho, Celso Roth, Caio Júnior e tantos outros, se atribuísse isso somente ao velho Hélio dos Volantes.

Mas o que é essa heliodosanjização? É o futebol da “pegada”, do combate, do “pé-de-ferro”, do “fechar os espaços”. Ou seja, é o futebol que visa anular o futebol. O antifutebol. O que contraria a tradição de jogo clássico de outros tempos do Goiás.

É bom ressaltar que a heliodosanjização às vezes (repito, às vezes) dá resultados e até títulos. O que não quer dizer que o “futebol do meia”, pregado por outra escola de treinadores – e aqui sou obrigado a citar Arthur Neto, Paulo Gonçalves, Nelsinho Baptista, na falta de outros exemplos que tenham passado pelo Goiás – também não dê. Dá, sim, mas é um processo mais lento, mais trabalhoso. A vantagem é que é muito mais duradouro.

Por isso, fiquei de certo modo animado com o que vi no Verdinho que perdeu na Copa São Paulo para ao Corinthians. E de certo modo, triste também. Porque, mais do que o resultado em si, vi um time que tentou tocar a bola, fazer algumas jogadas armadas (o lado do “futebol do meia”); e por outro lado, vi também em certos momentos um time heliodosanjizado, recuado, amedrontado, com atacante fazendo papel de zagueiro e goleiro e zagueiro dando balão. Senti um potencial nos garotos, no sentido de querer jogar tocando a bola, e ao mesmo tempo várias vezes o medo de tentar fazer isso.

Qual escola o Goiás pretende seguir para o futuro no futebol? Aquela que fazia brilhar os olhos ou essa da volantaiada arranca-toco? Espero que o planejamento do clube pela nova diretoria saiba ter uma visão larga e profunda sobre isso.

Se o Goiás quiser começar a fazer algo diferente e não encher o time de volantões, precisa fazer isso desde a base. Com continuidade e sem olhar apenas resultados imediatos.

Foi isso que o Barcelona fez, ao longo das décadas, e colhe os frutos agora. Guardadas as devidas proporções (repito, guardadas as devidas proporções), o Goiás precisa resgatar sua identidade futebolística, a tradição do passe, do toque. Persistindo nisso e sem mudar o planejamento, os mamadeiras, tampinhas, dentes-de-leite, infantos, juvenis e juniores de hoje nos darão muitas alegrias no time profissional de amanhã.

ARAUJEANAS
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Não vi o coletivo de luxo na Serrinha, por optar em ver o Verdinho na Copinha. Deixo aos amigos do Blog que estiveram por lá o espaço para nos repassar o que observaram.

***** Um breve desabafo: tem repórter de rádio que, ao fazer uso do microfone, parece estar é fazendo assessoria de imprensa para o Goiás. Não tece o mínimo de juízo crítico em relação àquilo que ele próprio informa. Acaba perdendo a credibilidade ficando mal diante de torcedores um pouco mais bem informados.

Segurado na berlinda 

Arquivado em: Sem categoria on segunda-feira, janeiro 9th, 2012 by admin | 24 Comentários

Depois de um certo desabafo no post anterior, vamos tratar com mais análise a permanência de Marcelo Segurado no cargo de diretor de futebol do Goiás na gestão de João Bosco Luz.

Primeiro é preciso ressaltar que, de fato e até onde eu tenho acompanhado, o novo presidente não assumiu as rédeas de verdade do clube. Não sei se por motivo de ser janeiro um mês ainda de férias ou mesmo por optar por não se expor à mídia, João Bosco não tem dado as caras em entrevistas, com exceção do “Face a Face” da semana passada do jornal O Popular , em que respondeu a internautas esmeraldinos — muitos deles frequentadores deste Blog.

Sobre essa entrevista, aliás, nada de novidade: respostas diplomáticas, querendo agradar todo mundo e nenhum tom de mudança ou de tomada de um novo rumo nas entrelinhas. Ainda é cedo para avaliar o presidente, mas os primeiros atos não causaram a mínima marola na água estagnada lá pelos lados da Serrinha.

Porém, mais do que ele próprio, ao referendar Marcelo Segurado o novo comandante alviverde colocou à prova o ex-diretor administrativo. É Segurado, e não João Bosco, quem vai pagar o pato se, por acaso, o  Goiás iniciar o ano com uma campanha pífia. Por outro lado, se o time for bem, os louros serão divididos: Segurado não deixará de estar bem, mas a imagem do presidente também lucrará.

Portanto, é Marcelo Segurado que tem de fazer fora de campo o que seu pai, o craque e artilheiro Tão Segurado, fez dentro dele pelo Verdão: um trabalho memorável e dedicado pelo clube, que o leve a ser lembrado pelas gerações futuras.

Para isso, ele precisa de se dedicar TOTALMENTE ao futebol do Goiás. Bobo ele não é: pelo contrário, é professor e empresário de sucesso no ramo da educação. Tem cacife intelectual para a função, porque mexer com jogador é tão complicado quanto lidar com alunos adolescentes. Mas é um cacife em potencial, que precisa ser trabalhado por ele.

Por enquanto, todo mundo que não é bobo sabe que não é Marcelo Segurado quem está contratando. É o técnico Enderson Moreira. No microfone de rádios e TVs, o que o diretor diz é que o treinador está apenas avalizando, mas a “coincidência” entre quem está vindo e quem, entre eles, já trabalhou direta ou indiretamente com o técnico é grande demais.

Em um primeiro momento, porém, isso é até aceitável. Mas Segurado precisa alçar voo próprio, ir atrás, conhecer esse mundo e, enfim, construir seu nome como diretor de futebol. É isso que o Goiás precisa, não de um burocrata que fique vendo DVDs em sua poltrona e contratando de acordo com o pitaco do treinador de plantão. Treinadores passam (ainda mais no Brasil), mas o elenco fica e o clube é quem paga a folha.

Sugestões para Segurado, se é que ele ainda não as está aplicando (espero que sim):

  • Montar uma rede de contatos por todo o País, de Roraima ao Rio Grande do Sul, com telefones de empresários, treinadores, dirigentes e até profissionais da imprensa;
  • Procurar contatar os olheiros mais  reconhecidos de cada região;
  • Usar sempre as ferramentas da internet para ter uma noção do que está rolando no Brasil e fora dele, para ter uma ideia, por exemplo, sobre quais os comentários de imprensa e torcedores dos clubes de origem a respeito de possíveis reforços;
  • Olhar com carinho o mercado latino-americano. Há jogadores mais baratos e melhores do que muitos que tem chegado na Serrinha;
  • Ter humildade para conversar com diretores de futebol de outros clubes, mais experientes, e aprender com essas pessoas.

Escrevo essas sugestões sem a mínima pretensão de ensinar padre a rezar. Mesmo que o “padre” em questão ainda seja recém-ordenado.

Espero que o herdeiro de Tão Segurado entenda de verdade esse papel que lhe foi incumbido. Ou então que arrume um nome para fazer, com tal entrega e disponibilidade, essa função.

ARAUJEANAS

***** Quem acompanha o Blog sabe que não é meu costume usar palavras em caixa alta. Fiz isso acima para que Marcelo Segurado, caso tome conhecimento deste texto, entenda a necessidade de sua entrega plena ao Goiás. A torcida vai estar de olho. Para aplaudir ou para detonar.

***** Será que o Verdinho passa ao menos da primeira fase na Copa SP? Menos do que isso é vexatório, hein…

Rápido, curto e grosso 

Arquivado em: Sem categoria on sexta-feira, janeiro 6th, 2012 by admin | 17 Comentários

Pedindo desculpa aos amigos do Blog, por ainda estar cobrindo férias no trabalho e, portanto, sobrecarregado, não posso porém deixar de comentar a confirmação e continuação de Marcelo Segurado como diretor de futebol do Goiás. Uma lástima.

É a primeira bola fora de João Bosco Luz como presidente. Precisa ele agora, pelo menos, vir a público e dar justificativas convincentes para efetivar um provisório. Nada pessoal contra Segurado, mas ele é um empresário do ramo da educação privada e não um gestor de futebol. Se fosse para estar na administração burocrática do departamento, tudo bem. Mas duvido que ele saiba, pelo menos, quem foi o artilheiro da Série A-2 paulista ou o goleiro menos vazado da Série B goiana do ano passado. Ou, ainda, que saiba dar as características dos jogadores esmeraldinos que estão na Copinha.

Isso não é porque ele não queira. É porque não tem tempo para se dedicar a isso.

E o Goiás fica assim, à mercê dos “abnegados”. Pobre Goiás.

Que pena, presidente João Bosco.

Feliz Ano Verde! 

Arquivado em: Sem categoria on sábado, dezembro 31st, 2011 by admin | 5 Comentários

Este esmeraldino aqui praticamente se deu férias do Blog neste mês.

Mas apareço agora por aqui para deixar um grande abraço a todos vocês que formam esta espécie de “família verde” que aqui temos.

Peço desculpas por alguma ocorrência negativa que eu tenha proporcionado e agradeço a todos os que me ajudaram a alimentar este espaço com suas ideias, parecidas ou opostas às deste blogueiro.

E que o nosso Goiás finalmente nos faça feliz em 2012…

Feliz Ano Novo a todos vocês e às suas famílias!