No telão da Serrinha 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, março 11th, 2010 by admin | Nenhum Comentário


O telão estava lá. Faltou só o espetáculo 

Pois é, ontem a diretoria esmeraldina estreou o telão com reprodução ao vivo do jogo para os presentes à Serrinha para ver Goiás x Ituiutaba, pela Copa do Brasil.

Aproveitando a novidade como inspiração - tinha que ter alguma que não fosse o jogo para estar aqui agora escrevendo -, nem preciso dizer que o futebol do Goiás ultimamente previa um jogo duro. Faz tempo que o time não apresenta um esporte espetacular.

Na noite em que os meninos do Santos protagonizaram uma sessão de gala para seus torcedores, com dez gols, os esmeraldinos viveram à espera de um milagre: ver o time jogar uma bola redondinha e balançar a rede umazinha vez só. Não adiantou. Nem videocassetada o jogo teve.

Em campo, uma zorra total em termos de organização tática. Ou será que o Jorginho tinha mandado mesmo o Rithelly jogar de ponta-de-lança e o Saci de volante? O Goiás está buscando um esquema de jogo mesmo ou o treinador e seus auxiliares estão perdidos na noite? É o que fico aqui a pensar, altas horas da madrugada, como um corujão.

Como reclamar da torcida, cada vez menor na arquibancada, se o preço do ingresso está nas alturas e um futebol que testa a paciência do torcedor no limite? Em vez de viver a vida de verdade, ir para o estádio ver o Goiás. Será que vale a pena ver de novo?

Para quem quer pagar para ver, agora é esperar a sessão da tarde de domingo, contra o Itumbiara, para ver se, no telão da Serrinha, aparece um futebol de estrelas. Quem sabe algo fantástico ocorra nesses quatro dias.

ARAUJEANAS
*****
Vítor vai mesmo embora (trataremos mais sobre isso amanhã). Em troca, Deyvid Sacconi (será que é assim que se escreve, mas vou ter tempo pra aprender) e mais dois. Ok, como escrevi semana passada, já era hora. Pelas vaias (que particularmente não aprovo), já se mostra que a relação com o lateral está saturadíssima.

***** Em compensação, Túlio foi relativamente ovacionado em sua reestreia. Devolveu a saudação da galera com um aceno e a mão no peito. Nos minutos em campo, se mostrou ainda totalmente fora de ritmo.

***** Jorginho e entrevista coletiva não combinam. Depois do jogo, ele voltou atrás na declaração de que a Copa do Brasil não era importante. Sem contar que queimou mais ainda o filme de Jadílson, sem nenhuma necessidade.

***** O melhor momento visto no telão foi antes de a bola rolar: a imagem de Renan Moraes, um autêntico representante da torcida esmeraldina, falecido no domingo. Parabéns a quem teve a sensibilidade de idealizar uma homenagem tão simples e bonita.

‘Time pequeno’, o perigo 

Arquivado em: Sem categoria on quarta-feira, março 10th, 2010 by admin | 7 Comentários

O Goiás não dá sorte com time pequeno.”

Essa frase eu ouço desde que me entendo por gente, e da boca do meu pai. Hoje está aí, mais um jogo com “time pequeno”. E mais um jogo perigoso.

Na Copa do Brasil, três “times pequenos” fizeram a festa sobre o Goiás: Democrata (MG), em 1995; Rio Branco (AC), em 1996; e ABC (RN), em 2000. Em todos, a vaga foi perdida em casa.

O que acontecerá hoje, contra o Ituiutaba (MG) - lanterna absoluto do Campeonato Mineiro, com 1 ponto em 7 jogos -, tendo o Verdão um time tão pouco confiável, como vem sendo este ano?

Desta vez, não temos a obrigação de ganhar para garantir vaga, como nos três confrontos trágicos acima citados. Pelo contrário, o Goiás pode até perder por um gol de diferença que se classifica. E o Goiás vai se classificar.

Mas o que não pode é dar mole para o azar. É preciso jogar como se a vitória fosse dever, com determinação e garra. Em outras palavras, que o Goiás faça hoje o mesmo jogo que fez contra o Atlético há uma semana e meia.

Resumindo tudo: contra “time pequeno”, o perigo não é o “time pequeno”. É o Goiás…

ARAUJEANAS
***** Fim da novela: Mateus se apresenta ao Goiás depois do jogo da Canedense contra o Vila, na próxima rodada. Depois de tanto drama, idas e vindas, desejo apenas que ele jogue bola pra valer.

***** Fico pensando como estará a cabeça do Vítor logo mais, na Serrinha. Isso se o corpo dele estiver em campo…

Caso de polícia 

Arquivado em: Sem categoria on terça-feira, março 9th, 2010 by admin | 13 Comentários

O indiciamento de Raimundo Queiroz como acusado de fraudes diversas contra o Goiás Esporte Clube revela uma faceta do futebol que nós, torcedores, não gostaríamos nunca de ver exposta. Futebol devia ser um passatempo, um lazer ou, no máximo, um esporte. Nunca uma fachada para ocorrência de crimes os mais diversos.

Infelizmente, agora a cara (e muito mais) do Goiás está exposta na janela do mundo. Descemos ao nível de Corinthians, Flamengo e Vasco da Gama, para citar alguns clubes nacionalmente conhecidos e reconhecidamente envolvidos em mutretas de seus dirigentes.

E agora, o que fazer?

Ontem, no programa 100% Verdão, da WebRádio Esmeraldina, eu e o apresentador Wanderson Guimarães discutimos asperamente sobre isso. Ele acha uma vergonha tudo ir parar na delegacia e defende que o Goiás nunca poderia ser exposto como agora ocorre e que o torcedor não precisava saber de toda essa podridão, que mancha o nome do clube. Em suma, isso deveria se resolver entre eles, conselheiros e sócios-proprietários.

Pois acho exatamente o contrário.

Para mim, quem dentre nós, torcedores, quiser saber do caso tem o direito de saber, sim. Ora, quanto tempo de nossas vidas dedicamos ao futebol? E especificamente, quanto de nossas vidas está reservado ao Goiás Esporte Clube? Deixamos pais, esposas, maridos e filhos em casa por horas, pagamos nosso ingresso ou nosso Nação Esmeraldina, sofremos com as derrotas e as decepções… será que não merecemos ver nosso clube do coração passado a limpo?

Mas, como disse ontem no programa, não vejo razão para se ater apenas à administração Raimundo Queiroz. A gestão de Pedro Goulart já acabou faz mais de ano e até agora não teve suas contas apreciadas pelo conselho deliberativo. Será que não vão fazer o mesmo? Será que o fato de Pedrinho não ter desobedecido nem enfrentado a cúpula torna todas as suas ações já regulares e absolvidas de antemão? Pedro Goulart pode não ter sido desonesto, mas foi um presidente ruim: se omitiu em muita coisa e deixou outras muitas coisas rolarem soltas no Goiás, sob seus olhos, fazendo vistas grossas. Isso merece ser julgado também.

Porém, não acredito que tenham havido, nesta última administração (Pedro Goulart), irregularidades como as que ocorreram durante a gestão de Raimundo. Mesmo antes de ser presidente, como diretor de futebol, este protagonizou situações, digamos, pouco éticas e que geralmente ficavam nos bastidores e entreouvidos. Tive acesso a algumas dessas ocorrências e, por isso, nunca achei Raimundo Queiroz com o perfil de presidente.

O resultado está aí, exposto nos jornais: indiciamento por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e agiotagem.

Se os manda-chuvas do Goiás tivessem a visão mais aberta e menos estreita, nunca teriam indicado e elegido Raimundo Queiroz para presidente. Por motivos diferentes, também não poderiam ter indicado e elegido nem João Gualberto nem Pedro Goulart nem Syd de Oliveira.

Em suma: tem pelo menos mais de dez anos que o Goiás não tem um presidente que seja o verdadeiro líder que o clube merece.

Mas, agora, já que o Goiás virou caso de polícia, que tudo seja exposto. Até o fim.

ARAUJEANA

***** Dedico esse espaço hoje para reverenciar a memória do esmeraldino Renan Moraes, que morreu na noite de domingo, aos 25 anos. Não tinha a oportunidade de ser amigo dele, mas sempre o via na arquibancada, vibrante, pulando e cantando, carregando sua bandeira e o manto verde. Que DEUS te tenha, irmão, e que console sua família!

Jogo para esquecer 

Arquivado em: Sem categoria on segunda-feira, março 8th, 2010 by admin | 8 Comentários

Hoje tem muito esmeraldino chateado, com razão, pelo que aconteceu no Jonas Duarte. Mas é isso mesmo: essas coisas acontecem e servem de alerta: o time para a sequência da Copa do Brasil e para o Brasileiro não pode ser esse! E claro, fica o gostinho de ressaca na segunda-feira, não tem como não passar por isso.

Não dá pra negar que era um jogo-chave em termos de Goianão. Se o Goiás vencesse, buscaria o título da fase classificatória do campeonato. Não ganhou, pior, perdeu. Agora vai se classificar, mas vai ver o Atlético jogar a fase final com a vantagem de dois empates. O que pode fazer, isso sim, uma grande diferença.

Sobre a partida, o Goiás não jogou nada e a Anapolina jogou certinho. Apesar de atuar em casa, a Rubra se armou como se lá não estivesse: durante a partida toda, três finalizações e dois gols. Jogou no contra-ataque. O Goiás, só com Fernandão, finalizou três vezes.

Precisa, a marcação do time anapolino contou também com a apatia esmeraldina. A começar do gol, com Harlei surpreendido por puro erro de posicionamento, inconcebível para um goleiro de 37 anos. A zaga foi burocrática e falhou quando exigida - mesmo Toloi, o menos ruim em campo, quase entregou a paçoca no primeiro tempo. O meio-de-campo não criou nada: Wellington Monteiro e Amaral são limitados, Saci foi insosso e Rithelly fez sua pior partida pelo Goiás - deve estar procurando Maranhão até hoje. Pelas alas, basta dizer que Jadílson não fez mais que Douglas e que Vítor, acreditem, não fez mais do que Fábio Bahia!

E tudo desembocou no ataque que, mesmo terminando a partida com quatro jogadores, não conseguiu fazer gol pela primeira vez desde que Jorginho assumiu. A bola, que geralmente chega quadrada, dessa vez nem chegou – ou melhor, chegou pelo ar, com chuveiradas, parecendo jogo de seleção da Noruega ou da Inglaterra. Fernandão errou cabeceios que ele não deveria errar; Felipe foi bem aquém do que tem jogado, Wendell fez um cruzamento e nada mais e Rafael Moura passou despercebido.

Enfim, o time mereceu perder por não conseguir armar o jogo.

ARAUJEANAS
*****
Depois do jogo de ontem, ouvi muita gente falar, pedir e até implorar a contratação do atacante Maranhão. Quem tem essa síndrome de contratar carrasco, em estágio avançado, é o São Paulo. O Goiás não pode entrar nessa: se for pra contratar, que seja por necessidade mesmo. Com Felipe, Fernandão, Wendell e Rafael Moura (além de Everton Santos), será que Maranhão teria chance?

***** Acabou que não fui a Anápolis e não pude conhecer o embaixador do Blog lá, nosso companheiro Bobby. Fica pra próxima, irmão. De positivo, escapei da ressaca moral de escutar “um, dois, três etc.” de torcedor da Anapolina. Pior é ter de ouvir caladinho…

***** Que trapalhada foi essa, sr. Marcos Figueiredo? Então Mateus não está contratado? Ora, se o Goiás não der conta de negociar com a vinda de um jogador da Canedense pode fechar o departamento de futebol! Se depois de tudo anunciado essa negociação não sair, será o maior atestado de incompetência que essa diretoria de futebol vai ter passado! E olha que já tem muita coisa ruim no currículo, hein…

Palpites 

Arquivado em: Sem categoria on domingo, março 7th, 2010 by admin | 4 Comentários

Já tenho meu quarteto para as semifinais do Campeonato Goiano. Ninguém tira as vagas de Goiás e Atlético. As outras duas, a meu ver, serão de Santa Helena e Crac, nessa ordem. Aliás, o Verdão precisa ser o primeiro e, em outra coluna, explico o porquê.

Mais difícil é prever os rebaixados… mas vamos lá.

Para a Canedense, não há salvação: Segundona em 2011. A segunda vaga na Série B goiana, para mim, vai ser decidida hoje no confronto entre Trindade e Morrinhos. Quem vencer, escapa. O outro, cai.

ARAUJEANAS
*****
O jogo de hoje em Anápolis será mais fácil (ou menos difícil) do que o do meio de semana. Acredito na vitória, principalmente porque a Anapolina terá de jogar aberto, se quiser tentar alcançar o G4. Se perder, vai ficar em uma zona morta da competição: dificilmente se classificará e também não deverá passar pelo risco de rebaixamento.

***** Jadílson volta ao time titular hoje, tudo indica. Mas por pouco tempo: Jorginho já deu muitos sinais de que seu titular para a esquerda é o destro Douglas. Há uma explicação para isso.

***** E o gordinho Mateus, que este blogueiro aqui tanto observou, está contratado. Gosto do jeito dele jogar e espero que aproveite as chances que certamente terá de se mostrar ao técnico Jorginho. Se não se intimidar, com certeza teremos uma ótima opção para o elenco.

Tá na hora, Cícero! 

Arquivado em: Sem categoria on sexta-feira, março 5th, 2010 by admin | 15 Comentários

Foram seis anos de altos e baixos. No começo de sua passagem pelo Goiás, muita desconfiança de que Cícero seria apenas mais um vindo do interior para uma espécie de teste.

Com o decorrer dos anos, ele foi ganhando consistência e, aos poucos, a posição de titular. Hoje, é um jogador que o clube considera imprescindível, embora ao mesmo tempo saiba que terá de abrir mão dele no decorrer deste ano ou no fim dele.

Cícero é uma referência do Goiás fora do Estado, em qualquer parte do Brasil. Praticamente todos os clubes do Eixo SP-RJ-MG-RS já o desejaram, em boatos ou propostas. Mas, aqui em terras goianas, a relação com a torcida - ou mesmo a imprensa - nunca saiu da clássica expressão leandro-leonardiana “entre tapas e beijos”.

E foi assim que aconteceu depois do jogo de quarta-feira contra o Trindade. Depois de mais uma partida apenas mediana - apesar da participação no gol - e novas críticas da torcida, Cícero se disse de novo magoado com os esmeraldinos da arquibancada.

O contrato dele acaba no fim do ano. Tem um garoto para substituí-lo à altura. Pelo comportamento em campo, Cícero já demonstra descompromisso com a equipe e já foi até achincalhado durante uma partida pelo próprio treinador. Está disperso, alheio, desatento, enfim, Cícero está noutra. Apesar do salário graúdo para quem chegou pobre vindo do interior, o Goiás já é passado para ele, pelo menos em termos de vontade de jogar bola. E colocá-lo no banco de reservas, o que ele vem merecendo, é tiro no pé - só desvalorizaria a “mercadoria”.

Então, é hora de o Goiás resolver dois problemas de uma vez só: o descontentamento do atleta e a carência de jogadores “top de linha” no mercado brasileiro para o mercado.

Solução? Encarar uma troca de Cícero com um time como Santos ou Inter ou qualquer outro que tenha o tão almejado meia que o Goiás precisa e que queira vir com vontade para jogar aqui no Cerrado.

No fim, o que há é uma certeza: o tempo e a hora de Cícero Vitor dos Santos Jr., o Vítor, no Verdão da Serra já passaram. Em campo, ele tem demonstrado isso. O que mais será preciso para os homens que dirigem o clube perceberem que não adianta mais?


Vítor, o Cícero: hora de dizer adeus

De olho no gordinho 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, março 4th, 2010 by admin | 9 Comentários

Torcedor é bicho empolgado, por natureza. A gente às vezes fala de um jogador que viu num vídeo, ou que fez muitos gols, ou que fez um ótimo jogo e pede a contratação. Ora, eu sou torcedor, logo sou assim também.

Pois então, ontem decidi fazer uma coisa inusitada, como analista esportivo: em vez de ir para Trindade, ver o jogo do Goiás, segui para o Antônio Accioly para acompanhar Atlético x Canedense. Motivo: observar melhor o meia Mateus, aquele gordinho que acabou com a defesa do Goiás no primeiro tempo do jogo de volta, na Serrinha.

Já o tinha observado também naquele vídeo de uns dois anos atrás, em jogo pelo Campeonato Português, atuando pelo Vitória de Setúbal contra o Porto. Ótima apresentação, mas editada. E edição é propaganda.

Levei junto comigo para o Accioly um amigo, esmeraldino também, e comentei-lhe que iria para ver o tal meia gordinho da Canedense.

Para a análise, esqueça o placar do jogo. Foi 8 a 1, poderia ter sido 5, 6 ou 12. A Canedense que jogou ontem foi limitadíssima, nem sombra do que tinha sido contra o Goiás na Serrinha, e prejudicadíssima pela arbitragem. Levou um gol no começo do jogo e logo depois mais um. Descontou de pênalti, mas levou mais dois e teve o artilheiro (Erivelton) expulso ainda no primeiro tempo. Fim de papo, a goleada que veio foi só consequência, agravada por mais uma expulsão no início do segundo tempo.

O fato é que Mateus não tinha com quem jogar. O gordinho (ele já é encorpado de natureza, estilo Maradona, mas está realmente acima do peso) tem excelente domínio e proteção de bola. Não tem medo de encarar a zagueraiada e faz boas inversões de jogo (depois de uma delas, meu amigo se virou pra mim e disse “o cara é bom mesmo”).

Às vezes pega a bola na saída, como faria um volante, e avança pelo meio até encontrar um companheiro em melhor posição. Desloca-se até as duas laterais do campo. Não faz aquela marcação incisiva, mas se posiciona para ocupar espaço na armação defensiva. Sabe cadenciar o jogo e também sabe acelerar (fundamentos básicos do meia-armador). Em sua, se existe o tal “zagueiro-zagueiro”, Mateus é um “meia-meia“, o armador propriamente dito.

No jogo de ontem, Mateus deu apenas dois chutes ao gol depois de jogadas individuais, sem muito perigo nem força. Mas, guardadas as limitações do que houve na partida, chamou o jogo para si. Em certo momento do jogo, um atleticano, do nosso lado, comentou: “Só salva esse dezinho (camisa 10, a de Mateus) nesse time horrível.”

No Goiás de hoje, Mateus pode não ser a solução – apesar de não ter no elenco ninguém que faça o que ele faz – mas seria ótimo para o que se chama de “compor elenco”. Dar opções ao treinador, mudar o jogo, coisa que Jorginho vem demonstrando saber fazer muito bem.

Mateus é um jogador bom, barato e à espera de uma grande oportunidade. Ou seja, do jeito que a diretoria esmeraldina gosta. No Goiás, o nível e a pressão são outros. Mas, para quem recentemente deu chance para Eduardo Ramos, Hugo Leonardo, Raul e Rafinha, não custa nada… Ou custa muito pouco.

ARAUJEANAS
***** Que papelão fez o sr. Elmo Resende! Em um jogo no qual a Canedense não deu um único pontapé, conseguiu expulsar três jogadores fundamentais do time: o artilheiro Erivelton, o zagueiro e capitão Eliseu e o meia Mateus - expulso depois do apito final. Todos nem tinham o amarelo e apenas contestaram, talvez com mais agressividade verbal, as marcações erradas de Sua Senhoria, o árbitro. Que decadência, sr. Elmo…

***** O Goiás, mais uma vez, tropeçou no time do Divino Pai Eterno. Menos mal que não perdeu e ninguém saiu contundido, porque ninguém merece jogar naquele gramado do tal Abrão Manuel da Costa. E Lauro, ex-Verdão, mais uma vez aprontou pra cima do seu clube de origem e fechou o gol.

***** Jorginho não se fez de rogado: time em desvantagem, colocou dois atacantes (Wendell e Rafael Moura) e tirou dois volantes (Amaral e Wellington Monteiro). Terminou o jogo com um surpreendente 4-2-4. Está saindo melhor que a encomenda, esse treinador.

Zico e Pastoril 

Arquivado em: Sem categoria on quarta-feira, março 3rd, 2010 by admin | 11 Comentários

Aviso aos amigos e amigas: quem for radicalmente contra não se falar apenas do Goiás neste espaço, hoje já pode ir direto para as Araujeanas. Obrigado pela compreensão.

Isso porque quero dedicar o post deste 3 de março ao aniversariante da data: Arthur Antunes Coimbra, o cara que me fez gostar de ver futebol.

Zico faz hoje 57 anos. Foi um dos dois super-heróis da minha infância no esporte - o outro era Gilles Villeneuve, o canadense da Ferrari, o piloto mais maluco de todos os tempos e que me divertia (até morrer, em 1982). No futebol, Zico foi o único, com certeza.

Lembro de meu pai me chamando pra ver na TV o jogo da Seleção (naquela época era seleção assim mesmo, com S maiúsculo e em negrito) contra o Ajax. Ano: 1979. Me falou dos jogadores e ele, ainda que vascaíno, me falou algo tipo assim: “Você vai ver o Zico jogar.” E o Zico virou um super-herói desde então, minha referência naquele Brasil que injustamente perderia o Mundial de 1982. O Brasil goleou, nem sei se o Zico fez gol (provavelmente), mas, criança de 5 anos, lembro era de que naquele jogo o doutor Sócrates não usava barba!

Hoje, revendo uns vídeos do Zico (clique aqui e aqui para ver dois deles), me bateu saudade daquele tempo em que futebol era muito mais do que um negócio. Zico jogava com o coração pelo Flamengo, Roberto Dinamite idem pelo Vasco. E se respeitavam mutuamente, não tinha essa provocação barata, típica de lutador de boxe, que hoje virou regra. E quem hoje joga realmente com o coração, com amor à camisa?

Vendo os vídeos também, me lembrei do Pastoril, meu primeiro ídolo no Goiás. Cabelo black-power, camisa pra fora do calção, jeito displicente… e rápido, habilidoso, goleador.

Fiquei pensando: “Claro, Pastoril não seria um Zico… mas será que se ele não tivesse naquele Flamengo ele não substituiria o Adílio à altura? Não teria sido um campeão mundial em 1981?” Acho que sim. Daí, fico pensando: a vida realmente é questão de estar no lugar certo na hora certa.

Nunca fui flamenguista, mas fui e serei um eterno ziquista. Pelo que ele foi em campo e pelo que ele é, até hoje, fora dele. Não é à toa que meu filho se chama Arthur.

ARAUJEANAS
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Hoje tem Goiás em Trindade. Quem anima a ir? Campo e estádio bem judiados, um adversário de técnico novo e geralmente bem encardido contra o Verdão. Mas é hora de recompensar o tropeço do primeiro turno e reafirmar a recuperação no campeonato. Com todo o respeito ao Tacão, mas tem de passar por cima.

***** A cúpula da Serrinha já trabalha, dizem, para renovar o contrato de Felipe por mais dois anos, até o fim de 2012. Ótima atitude. No ano passado, ele foi o artilheiro da equipe e este ano começa da mesma forma. Cheio de vitalidade e com caixa para mais uns quatro ou cinco bons anos no futebol, apesar de já ter passado dos 30. A torcida aprova e torce pra diretoria não deixar escapar.

***** Jadilson provocou mais uma saia-justa entre Jorginho e a imprensa ontem, na coletiva. Até a presença do diretor de futebol, Marcos Figueiredo, foi solicitada para prestar esclarecimentos. O treinador vai bem, mas precisa aprender a lidar melhor com a imprensa sem abrir mão de seu estilo. E o caso Jadilson parece que ainda vai longe…

Breve raio-x de Túlio e Éverton 

Arquivado em: Sem categoria on terça-feira, março 2nd, 2010 by admin | 12 Comentários

Está marcada para logo mais a apresentação dos dois novos reforços do Goiás: o volante Túlio e o meia-atacante Éverton Santos. Pesquisei um pouco sobre ambos para falar para vocês. Vamos lá.

Acredito que Túlio Lustosa Seixas Pinheiro dispense apresentações. Qualquer esmeraldino acima de 16 anos vai se lembrar dele envergando, sempre com muita raça, a camisa do Verdão, clube em que foi nascido e criado, desde as categorias de base.

Ficou no Goiás praticamente sete anos (de 1995 a 2002, com breve empréstimo ao Al-Hilal entre 2001 e 2002). De 2003 a 2008, esteve no Botafogo (também com breve passagem pelo Oita Trinita, do Japão, entre 2005 e 2006). Ano passado, atuou por Corinthians (brevemente) e Grêmio. No clube gaúcho, fez 32 partidas pelo Campeonato Brasileiro. Ou seja, jogou e muito no ano passado. Este ano, não vinha sendo aproveitado.

Tem 33 anos (faz 34 em abril). Pelo que eu conheço do Túlio, pela idade que ele tem e pelo histórico de sua carreira. vejo a contratação como um risco (bem) calculado. Tem uma idade já avançada, mas ao mesmo tempo (à semelhança de jogadores maduros, como Iarley e Felipe, pra citar dois exemplos próximo) soube se cuidar durante a carreira e demonstra muita vitalidade quando joga. Vai ajudar muito, principalmente em jogos decisivos, com sua experiência.

Já Everton Santos, para mim, é uma incógnita como jogador. Aos 23 anos, já é bem rodadinho: São José-SP (2005), Santo André-SP (2005-2006), São Bernardo-SP (2006), Bragantino (2006-2007), Corinthians (2007), Paris Saint-Germain (2008), Fluminense (2008-2009) e Albirex Nigata-JAP (2009). Com o Goiás, serão nove clubes em cinco anos de carreira, três a mais do que Túlio em 15 anos! Pra mim, nunca foi bom sinal jogador ficar pulando de galho em galho dessa forma. Típico profissional atrelado a empresários e que não cria raízes.

Destacou-se no Bragantino de 2007, que chegou às semifinais do Paulista. O Corinthians se encantou com aquilo e se bragantinizou: levou Éverton, Zelão e Moradei pra Fazendinha deles. E lá, participaram da derrocada rumo à Série B – Everton teve algumas contusões na temporada. Pelo Fluminense, Everton não fez nada brilhante.

Dentro de campo, Everton não será um “novo Léo Lima”, até mesmo por suas características. Em vários sites, inclusive, ele é classificado como atacante, e não como meia. Para mim, foi uma aposta (como é qualquer contratação, a princípio) muito arriscada. Eu não arriscaria engordar o orçamento da equipe com um atleta com tão poucas referências e tão pouca continuidade em clubes. Mas tecnicamente não vou criticá-lo: vou esperar para ver.

E vocês, amigos, o que acham?

2 a 1, fora o baile 

Arquivado em: Sem categoria on segunda-feira, março 1st, 2010 by admin | 21 Comentários

Como é bom assistir a um bom jogo de futebol! E como o Goiás, que estava devendo isso ao seu torcedor, fez questão de devolver, em alegria pelo menos, os 40 reais de quem pagou a inteira para ver o clássico dos dois maiores clubes do Centro-Oeste.

Fazia tempo que eu não via o Verdão comendo a bola como neste domingo. Do primeiro ao último minuto, o time passou total confiança a quem esteve presente na Serrinha. Nem mesmo o pênalti e a derrota parcial tirou essa impressão.

Como disse no post anterior, não via o Atlético como favorito. Mas não imaginava que o Goiás jogaria com tanta determinação. No fim, 2 a 1 foi pouco: tinha caixa para mais.


Saci dribla e deixa Ramalho no chão

 

O jogo serviu para mostrar alguns fatos:

  1. O Goiás tem um time com mais potencial do que o que mostra em outros jogos. Nos clássicos, quando precisa da energia total, esse potencial aflora (o que não significa que não precise mostrar muito mais e com mais frequência);
  2. A defesa do 4-4-2 (dois zagueiros) funcionou bem melhor do que a defesa do 3-5-2.
  3. Rithelly é uma grande joia a ser lapidada. Tomou bolas incríveis, armou jogadas, arriscou chutes e… furou na hora H e enfeitou demais. Mas isso faz parte da lapidação. É craque e tem tudo para se tornar a próxima grande venda do Goiás - arrisco a dizer que ele se assemelha, em estilo e potencial, a Hernanes, do SPFC.
  4. Felipe é a própria encarnação da garra, da vontade. Rouba a cena com sua fome de bola. Goiás não pode perdê-lo no fim do ano. Acorde agora, diretoria, jogador artilheiro com a disposição e vitalidade do camisa 11 que temos não se acha no mercado. Renovação já!
  5. Jorginho tem estrela: colocou em campo Rafael Moura e o cara vai lá e faz o gol da virada;
  6. Jorginho tem coragem: arriscou jogar com dois zagueiros contra o melhor ataque do campeonato e pôs três atacantes quando estava perdendo, mesmo aumentando a vulnerabilidade defensiva;
  7. Jorginho tem medo: pôs o terceiro zagueiro (João Paulo) para “garantir o placar” assim que o Goiás virou. Disso, eu não gostei, acabou por chamar o Atlético para o ataque desnecessariamente.

Bom, é isso. No mais, o Goiás vai acordando e já volta a mostrar por que é o Maior dos dois maiores do Centro-Oeste. Nem precisa de desejar boa semana a todos depois de um jogo como o de ontem, não é?

ARAUJEANAS
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Para começar a semana ainda mais animado, a confirmação da contratação de Everton Santos e de Túlio Lustosa, nosso volante guerreiro (agora sim!). Acho que o falatório de Jorginho já surtiu efeito… quem não chora, não mama!

***** Decepcionante no clássico, só a atitude da diretoria em não baixar o preço pelo menos para 25 reais. Perderam dinheiro e mostraram que torcedor é o item de menos importância para os serrinhistas. Nenhuma novidade.

***** Tive o prazer de conhecer ontem, na arquibancada da Serrinha, o Wellington Monteiro. Não o jogador, mas o homônimo dele e nosso companheiro aqui do Blog. Abraço verde a ele - e a seu irmão, o qual por descuido esqueci de perguntar o nome…