Peraí, Harlei…
Arquivado em: Sem categoria on sexta-feira, julho 30th, 2010 by admin | 6 Comentários
Antes de tudo quero reiteirar minha opinião já colocada ontem aqui: caso Rodrigo Calaça seja mesmo sacado do gol, o titular tem de ser Harlei.
Posto isso, vamos ao que o mesmo Harlei externou ontem, ponto a ponto, na entrevista coletiva:
1) que durante seus 11 anos de Serrinha, viu grandes times caírem para a Série B e o Goiás se manter – quando Harlei assumiu a titularidade do gol verde, em 1999, eu já tinha comigo uma teoria: a de que é quase impossível a um time que tenha um grande goleiro cair para uma segunda divisão. E isso se confirmou enquanto nosso número 1 se manteve no auge da forma, até 2006. Nos sete primeiros anos de Série A que disputou pelo Goiás, Harlei teve mesmo grande parcela de mérito do sucesso.
2) que em 2007 a intervenção dele (Harlei) e de Paulo Baier foi fundamental para que o Goiás não caísse para a Série B – em 2007 houve o episódio-auge dos que consideram o goleiro um “paneleiro” (conceito que eu acho particularmente muito simplista): o boicote do elenco a Petkovic e que Harlei, sem nenhum constrangimento, assume que liderou, ressaltando que foi “pelo bem do Goiás”. Não quero entrar na conversa sobre esse fato em si, mas daí a insinuar que, se não fosse a partir de uma atitude dele, o Goiás teria caído para a Segundona foi demais. Pelo contrário, se amargássemos uma Série B, Harlei seria um dos maiores responsáveis – não pelo desempenho em campo, mas por ter indicado Márcio Araújo(!) ao então presidente Pedro Goulart.
3) que “não ganha a vida mandando e-mail para programa”, mas sim “debaixo de um sol de 40 graus”. Para comentar isso, permito-me usar as palavras perfeitas do Jaime Babulal, companheiro da Comunidade do Goiás no Orkut:
“Se você trabalha num sol de 40 graus. é porque tem muita gente ralando nesse mesmo sol de 40 para poder chegar no fim de semana e contar os trocos para ver o Goiás jogando e assim pagar o seu salário!”
E completo com as palavras de outro esmeraldino, Fábio Kabala, no mesmo espaço e com uma fina ironia:
“Por bem menos que esses salários (dos jogadores), eu não só ficaria no sol do Serra Dourada, como comeria grama, terra e minhoca e quem sabe uma pedra pra dar sustância. Filho duma **** é o besta que trabalha no sol carregando tijolo nas costas de segunda a sábado, decerto. O ‘bem-sucedido’ que fica no sol limpando as ruas da cidade porque ignorantes jogam lixo no chão. Esses, aí sim, são os privilegiados, coitado daquele que ganha lá seus R$ 80 mil pra jogar duas vezes por semana um futebolzinho, né?”
Como último comentário, no ambiente conturbado que anda o Goiás nesses dias, com punições injustas e prévias, perigo de zona de rebaixamento, indefinições, contusões e problemas internos de diretoria, Harlei escolheu um péssimo momento para seu desabafo. Não é a melhor forma de externar seu amor pelo Goiás.
Deixo aos amigos e amigas do Blog essas considerações, para reflexão.




As divisões de formação de um clube são como a galinha dos ovos de ouro. Ou melhor, a galinha dos ovos de prata – prata da casa. Precisam ser bem cuidadas sempre