Falta fôlego 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, fevereiro 4th, 2010 by admin | 3 Comentários

Olha, teve algo que me preocupou na saída de Hélio dos Anjos: o cara que saiu com ele, chamado Robson Gomes.

Para quem não sabe (e acho que a maioria que lê este Blog sabe), Gomes era e é o preparador físico da equipe do Hélio: onde ele vai, leva o cara. E acho que grande parte do sucesso dele como treinador se deve a esse competente assessor. Hélio sabe disso e não abre mão de tê-lo consigo.

É muito cedo para dizer que o visível mau preparo físico do Goiás se deve à perda de Robson Gomes, mas é de se desconfiar. O elenco já vinha de uma péssima pré-temporada, totalmente mal planejada, o que já acarretou prejuízo diante dos demais times do Goianão.

Some-se a isso a displicência de Hélio dos Anjos em seus poucos treinamentos técnicos e táticos este ano, mais a saída de meio time titular (Leandro Euzébio, Fernando, Júlio César, Léo Lima e Iarley) e temos a receita do fiasco deste começo.

Como Jorginho não trouxe comissão técnica - apenas o auxiliar e ex-jogador Anderson Lima –, Lauro Martins, do quadro permanente da Serrinha, assumiu a vaga de Robson Gomes. Terá ele condições de alcançar os mesmos resultados que o ex-preparador físico? Fica no ar.

Enquanto isso, em campo, vemos o conjunto de tudo transformar o Goiás em um time muito menor do que seu elenco diz no papel.

ARAUJEANAS
*****
A falta de pernas do Goiás mostra-se em números: reportagem oportuna de Paula Parreira no jornal O Popular de hoje mostra que o número de cartões amarelos quase que dobrou (de 10 para 19) do ano passado, nas seis primeiras rodadas do Goianão.

***** O trabalho do consultor de arbitragem começa a ser questionado. Mas preparação física influencia muito no número de cartões. E o Goiás começou 2009 muito melhor do que 2010 nesse item.

***** Sérgio Cecílio deixou a diretoria financeira do Verde. Sinal de que harmonia não tem sido um artigo abundante na Serrinha.

Muito, muito a se fazer 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, fevereiro 4th, 2010 by admin | 15 Comentários

Pra quem viu Crac 3 x 2 Atlético domingo, um jogaço de bola, assistir Itumbiara 1 x 1 foi um castigo sem dó nem piedade.

O time da casa, limitadíssimo, sem seu ataque titular, não deu trabalho algum a Rodrigo Calaça, aquele que precisava ser testado. A não ser no primeiro lance do jogo, um pênalti bem discutível.

Depois, só daria Goiás. Se o Goiás quisesse. Ou desse conta. Mas não. O Goiás chegou ao empate mais pelo erro do zagueirão alheio do que pelos próprios méritos. O goleiro Sérgio foi outro mero espectador do jogo.

Em suma, nenhuma defesa de destaque. Nenhuma jogada interessante. Nada, ou pouquíssimo, a aproveitar.

Imagina, uma defesa batendo cabeça, alas que firulam e perdem bolas, ataque que não se acha e um meio-de-campo onde Amaral - sim, Amaral! - é responsável pela armação de jogadas!

O que vejo é que Jorginho terá de demonstrar mesmo que tem competência: Goiás Esporte Clube, eis aí um time que precisa ser retreinado e remontado.

Ficamos por aqui hoje, mesmo porque eu fiquei “por aqui” com essa pelada federada. Duas horas perdidas!

ARAUJEANAS
***** 1, 2, 3, pim. Wellington Monteiro já cumpre, no quarto jogo pelo Goiás, sua primeira suspensão por cartões amarelos. Jadilson está fora do pega-pega com o Santa Helena também.

***** Wendell e Douglas, grandes promessas do Verde, sassaricaram bastante, mas só isso. Entraram e ficaram devendo.

***** Quando é que veremos Augusto e Matheus jogarem um tiquinho só? Estavam no banco e lá ficaram.

***** Juiz apitou direitinho. O lance do pênalti é altamente interpretativo. Eu pessoalmente acho que foi. Não tenho do que reclamar da arbitragem goiana este ano. Sinal que o trabalho de Antônio Pereira começa a render.

Rodrigo Calaça é meu titular 

Arquivado em: Sem categoria on terça-feira, fevereiro 2nd, 2010 by admin | 21 Comentários

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Quem gostou de literatura no ensino médio vai se lembrar desse trecho de poema. É de Manuel Bandeira e retrata seu próprio drama: hipocondríaco, ele passou a vida inteira com medo da tuberculose. Passou-lhe a vida inteira de perspectivas e potencial (”que poderia ter sido e que não foi”), mas ele não a viveu.

Pois esse trecho de Pneumotórax (o nome do famoso poema) e essa frase citada no parágrafo acima me lembra demais Rodrigo Calaça: aquele que poderia ter sido e não foi.

Em 2003, Calaça pegou uma parada duríssima: aos 22 anos, ele tinha de substituir um goleiro consagrado, com o time sob risco seriíssimo de rebaixamento, na lanterna. Resultado: suportou legal a pressão. Mais do que isso, foi o goleiro que participou do time que teve a maior sequência invicta da história do Goiás num Brasileiro (16 jogos!).

No fim do ano, o técnico Cuca foi embora e Calaça voltou ao banco. E ficou à espera de nova e real oportunidade. E nisso já se vão mais de seis longos anos.

Hoje, ele tem 29. Uma carreira inteira que poderia ter sido e não foi. Quem pode dizer o que teria sido Calaça se tivesse saído do Goiás ao fim daquele ano glorioso para ele? Que rumo teria tomado seu destino?

Mas o catalano ficou e segurou bem as pontas nas raríssimas ausências de Harlei. E se tornou dono de outro recorde absoluto: o de participações em jogos… no banco de reservas do Goiás. Ganhou fama de acomodado, para dizer o menos. Mas também boa parte da torcida ainda guarda na memória os grandes momentos que ele teve no gol esmeraldino, em 2003 e numa belíssima atuação frente ao Cruzeiro, em 2006. Agora, em 2009, no “clássico” contra o Vila, outra chance e outra nota alta.

Pois bem: quem me acompanha aqui no Blog, sabe que não sou de dar opiniões muito extremadas. Mas também não gosto de ficar em cima do muro.

Por isso mesmo penso que, apesar da falta de sequência de jogos, já faz pelo menos três anos que a camisa número 1 Goiás já deveria ter Calaça como dono.

Quando Harlei chegou ao Goiás, em 1999, meus olhos brilhavam de ver suas atuações. Ao fim daquela temporada, eu não tinha dúvida alguma: passaríamos muitos anos sem correr risco de rebaixamento, porque um time com um goleiro acima da média em um campeonato equilibrado é garantia de, na pior das hipóteses, a permanência no bloco intermediário da competição - a exceção que confirma a regra foi Marcos, no Palmeiras de 2002.

E assim foi, o Goiás terminou sete temporadas, de 2000 a 2006, sem grandes riscos. Depois, Harlei já não foi mais regularmente excepcional. E assim passamos a conviver mais de perto - 2007 que o diga - com o fantasma do rebaixamento…

Nesses anos todos, o peso - inclusive político - do nome “Harlei” (e suas atuações eficientes, embora raramente brilhantes nos últimos tempos) evitou qualquer chance ao jovem (hoje não mais) goleiro nascido em Catalão e que se destacou já nas categorias de base do Goiás.

Antes do jogo contra o Itumbiara, quero reafirmar: Rodrigo Calaça é um baita goleiro. Desde que eu era repórter da Editoria de Esporte do jornal O Popular e via sua dedicação e seu talento, faz quase dez anos, tenho absoluta certeza disso. Não será um frango ou uma exibição de gala que vai mudar o que penso.

Com o time de técnico novo, alguém que diz “não ter medo de ninguém”, Calaça sabe que a chance de mudar o rumo da carreira no próprio Goiás e barrar Harlei “em vida” (não aposentado ainda), é hoje. Agora, uma coisa é clara: não existe profissão mais ingrata. Uma má noite nesta quarta-feira põe tudo a perder.

ARAUJEANAS
*****
Meu colega José Carlos Lopes, jornalista competente, cometeu uma infelicidade, a meu ver, ontem à noite no TBC Esporte. Questionado se Calaça poderia tomar o lugar de Harlei quando este se recuperasse da contusão, ele foi enfático, mais ou menos com essas palavras: “Ora, é só ver que Zico e Pelé foram titulares no Flamengo e no Santos a carreira inteira.” Primeiro, comparar Zico/Flamengo e Pelé/Santos com Harlei/Goiás é muito arriscado - basta ver o que cada um conquistou pelo clube durante suas passagens; segundo, Zico e Pelé souberam se despedir de seus times do coração ainda perto do auge e sem nenhuma ameaça à suas posições.

***** Se me perguntarem “Calaça merece ser titular?”, respondo que sim; se me perguntarem se “Calaça vai ser titular”, aposto que não. Torcendo para perder a aposta.

***** Goiás mantém praticamente o mesmo time que venceu o Vila, hoje em Itumbiara. Jogo muito difícil, no qual, para mim, Jorginho acerta em dar continuidade à escalação. E é bom lembrar: jogo na TV, após a novela.

Goiás x Vila, como de praxe 

Arquivado em: Sem categoria on segunda-feira, fevereiro 1st, 2010 by admin | 11 Comentários

Voltando para o batente, depois de um fim de semana nos conformes: mais uma vez, o Vila Nova obedeceu seu papel no script diante do seu maior rival e o Verdão conseguiu a primeira vitória de um ano que começa muito difícil - e continuará assim durante algum tempo.

Vamos que o “clássico” mostrou. Primeiro, de negativo:

1) O público irrisório, por causa de ganância ou medo (ou as duas coisas) da diretoria esmeraldina. Na minha cabeça, penso que a intenção ao cobrar 40 reais era afastar um grande público e garantir uma boa renda. Assim, mesmo se houvesse uma derrota, o risco de tumulto na Serrinha estaria minimizado. Menosprezaram a civilidade dos esmeraldinos.

2) Uma bandeira vermelha em uma cabine de emissora de rádio em plena Serrinha. O autor da façanha foi Luiz Gama, radialista que não sabe o limite que separa a irreverência da irresponsabilidade e da falta de ética. Não passava pela cabeça dele que a provocação barata poderia ter-lhe saído bem caro? Será que esqueceu o cérebro em casa?

3) O desentrosamento, até destreinamento, da equipe. O Goiás ganhou, mas ganhou porque era individualmente melhor do que o adversário. Foi no talento individual que conseguimos encaixar algumas pouquíssimas jogadas e, em duas delas, fazer dois gols. Jorginho precisa começar um trabalho do zero.

Agora, os pontos positivos:

1) Uma vitória encorajadora, que não pode ser desprezada enquanto símbolo. Ganhamos do que ainda é nosso maior rival em uma situação totalmente desfavorável - na lanterna, sem vitória, sob pressão total e com um time desorganizadíssimo. Não poderia haver cenário pior. E passamos por ele.

2) As duas conquistas de Fernandão: a braçadeira de capitão, que ele merece mais do que ninguém no elenco pelo que já fez no futebol; e o belíssimo centésimo gol, que lhe dá um novo ânimo, em particular.

3) O retorno de Rodrigo Calaça ao gol do Goiás, com uma defesa excepcional, logo no reinício do jogo no segundo tempo. Prova, mais uma vez, que merece mais do que esquentar um banco de reservas.

4) O papel fundamental dos dois atacantes pratas da casa nos dois gols: a devolução de bola açucaradíssima de Marcos Vinícius para o chute fatal de Fernandão e o inteligente corta-luz de Wendell antes da finalização de Felipe. Parabéns, garotos!

5) A personalidade forte de Jorginho, que ele revelou mais uma vez (de forma acintosa, até) na entrevista coletiva. Confrontou os jornalistas talvez como mecanismo de defesa, mas mostrou acima de tudo que não será marionete de ninguém.

ARAUJEANAS
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Deu para sentir que o Goiás vai mudar a filosofia de jogo já na primeira substituição de Jorginho: com a vitória parcial em um jogo difícil, ao sacar Marcos Vinícius, ele pôs Wendell. Se fosse com o antigo treinador, alguém duvidaria que seria um volantaço a entrar no jogo?

***** Queda de Hélio dos Anjos, Romerito sacado, braçadeira em Fernandão, Harlei com uma contusão no primeiro jogo do novo técnico… Novos tempos chegam assim mesmo, tudo de uma vez?

***** Anotem: Viagra Rosa é muito mais eficiente que Viagra Verde. Leva da lanterna ao título.

***** Boa semana e abraço verde a todos e todas. E deixem os rivais curtirem com o Lanterna Verde. Terão pouquíssimo tempo para isso. Ah sim, completem a frase: “1, 2, 3…”

Goiás ‘ressuscita’ o clássico 

Arquivado em: Sem categoria on sexta-feira, janeiro 29th, 2010 by admin | 13 Comentários

Panetone, vila rosa, caixadaguense, vileiro, cachorrada, tigresa, colorado ou até - acreditem - vilanovense.

É assim, de formas quase sempre nada carinhosas, que os esmeraldinos se refere ao que considera historicamente seu maior rival no Estado. A recíproca é verdadeira, não há ternura alguma nos codinomes que o lado de lá nos coloca.

Isso se traduz em uma palavra: rivalidade. É isso que move o futebol - embora muitos, de forma imbecil, confundam isso com violência.

A alma do esmeraldino encontra na do vilanovense a sua opositora ideal. Se existe alma gêmea, existe a alma avessa. É esse o caso, feitos não “um para o outro”, mas “um contra o outro”.

Charge pós-jogo do Goianão em 2008: um doce
para aquele que adivinhar quem venceu…

Goiás e Vila Nova são as forças tardias do futebol goiano, que foi dominado, em suas duas primeiras décadas, no amadorismo, por Goiânia e Atlético. O Periquito e o Tigre cresceram juntos a partir do fim da década de 1960, com um peso maior, no início, para o lado do Setor Universitário.

Mas tudo mudou a partir dos anos 1980 e, ultimamente, o Tigre virou gatinho: foram 17 títulos verdes contra 6 vermelhos. Um clube moribundo, na opinião de muitos. Mas não do próprio esmeraldino comum, que sente necessidade de um rival e só vê o Vila nesse posto. Mesmo com o Atlético na Série A.

O que fazer, se o Vila não chega ao nível do Goiás em termos de competitividade? A única chance para uma rivalidade em campo acaba sendo o rebaixamento técnico do lado alviverde. É o que estamos vendo neste presente momento, janeiro de 2010, Campeonato Goiano: o Goiás é o lanterna!

Esse é o grande diferencial do jogo de amanhã na Serrinha. Nivelada por baixo, a maior rivalidade do Centro-Oeste se encontra. A condição do Vila Nova é praticamente a mesma dos últimos anos - um time meia-boca, com um ou outro destaque. Já a do Goiás é novíssima: um elenco com peças caras - como Harlei, Vitor e Fernandão -, mas que se encontra na pior performance de sua história em início de Estaduais.

Não é realmente um mar de rosas (sem ironia nem trocadilho ao nosso adversário), mas será um jogo interessantíssimo para quem gosta de futebol e de história do futebol. Não esperem jogo vistoso, toque de bola, lances bonitos. Se acontecer, é obra do acaso. Mas será, sim, um dos Goiás x Vila mais pegados das últimas décadas. Como nos bons tempos (em termos de vontade e catimba) de Triel, Matinha, Tuíra e Pastoril de um lado e Luiz Dário, Danival, Zé Henrique e Paulinho Benga do outro.

Meu palpite? Claro e certo, vitória do Verdão! Afinal, diz o currículo, o fim da história a gente (quase) sempre conhece…

ARAUJEANAS
*****
 Que estreia para Jorginho, hein? Jogo na Serrinha, contra o arqui-rival, com Goiás na lanterna e torcida no último suspiro de paciência. Se alguém não sabia o significa da expressão prova de fogo, aí está…

***** Se eu pudesse dar algumas dicas para o novo treinador, aí iriam: 1) tire Romerito urgente; 2) Vitor tem de voltar e Douglas não pode ficar de fora; então bota o menino para fazer o camisa 10 (quem não tem cão…); 3) lembre-se com carinho de um moleque chamado Wendell para o segundo tempo; 4) aproveite-se bem da experiência dos novatos Marcão e Wellington Monteiro, eles podem ajudar muito em um jogo como o de amanhã.

***** Perigos do lado vermelho? O maior é o lateral Dida, um dos poucos que realmente vêm jogando bola. Já o goleiro Max não é exatamente um perigo, mas uma barreira, pela fase que atravessa. E Moré, o tal matador? Não, meu medo é do nosso sistema defensivo…

Ataque de índio 

Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, janeiro 28th, 2010 by admin | 17 Comentários

Lembro da minha infância, onde eram abundantes os filmes de cowboy na televisão, o tal do Western, ou simplesmente Velho Oeste.

Uma das recordações que ficam são uma injustiça com os indígenas estadunidenses. retratados quase sempre como vilões que atacavam os mocinhos branquinhos – e sempre em menor número - da história. E, nesses ataques em bando, quase sempre (se) perdiam, virando alvos fáceis das pistolas dos cowboys. Coisa de americano.

O estereótipo pegou: criou-se a expressão ataque de índio. E a mesma serve como luva para classificar o que tem sido o poder ofensivo (e defensivo) do Goiás neste 2010.

Os jogadores esmeraldinos atacam em bando, sem nenhuma organização, querendo atingir o alvo a todo custo, sem pensar nas inconsequências do modo com que se faz a coisa.

Ontem, contra o Trindade, repetiu-se o filme: um bando de jogadores desesperados tentando fazer o gol – a ponto de ele sair dos pés de Amaral(!), embora tivesse de bater antes em alguém no caminho –, era Felipe dando chutão e furando outdoor de patrocinador, era Romerito se esbaforindo e errando chances claras, era Toloi fazendo de novo – e de novo sem eficiência – o papel de homem-surpresa.

Enquanto isso, um buraco no meio maior do que o dos antigos LPs.

Foi desse buraco que surgiram as duas chances do Trindade. Duas e apenas isso. E das duas, uma virou gol, após um pênalti inevitável.

Tudo bem, estava de novo empatado, mas ainda era metade do primeiro tempo. E depois o Goiás tentou, tentou, tentou e tentou. Desesperadamente. Como nos velhos filmes de faroeste. Só que o time de verde fazia o papel errado. E assim foi até o final. Empate foi derrota, claro.

Vendo o jogo ontem mais com a razão que com o coração – o que será impossível no sábado –, deu para notar que Jorginho terá muito, mas muito trabalho mesmo, para pôr tudo em ordem.

Ontem deu para perceber, claramente, que faz muito tempo que o Goiás não treina de verdade.

ARAUJEANAS
*****
O erro de posicionamento defensivo que resultou no gol do Trindade ficou barato para o Goiás: a falta que Harlei comete era para expulsão direta. O juiz amarelou e só o amarelou.

***** Troféu Flor do Pântano (para quem se destaca nos ambientes mais complicados) vai para Wendell. Em poucos minutos de campo, após substituir o apagado Johnathan, deu para entender que realmente Hélio dos Anjos tinha algo pessoal contra o garoto. Joga muito, o moleque!

***** Também em pouquíssimo tempo, Wellington Monteiro estreou e mostrou que tem de ser titular desse meio-de-campo. O que, convenhamos, não é nenhum elogio.

***** Nenhuma vitória em quatro jogos, 1 ponto ganho em 12, aproveitamento de 8%… É, ainda bem que o jogo de sábado é contra um notório freguês!

Empolgação demais? 

Arquivado em: Sem categoria on terça-feira, janeiro 26th, 2010 by admin | 16 Comentários

Alguns amigos esmeraldinos me questionaram se eu não estaria empolgado demais com a vinda de Jorginho, a ponto de dar parabéns à diretoria. Para citar um, fico com o companheiro deste Blog Tito de Santis (que geralmente posta na chamada do texto na capa do site), que considera, em outras palavras, uma contradição eu não querer o Hélio e querer o Jorginho. Pois bem, vamos lá.

Por um lado, devo levar isso em consideração, sim. Jorginho é pouquíssimo rodado. Mas também não é um ponto de interrogação como técnico, já que ninguém venha dizer que é missão tranquila conduzir um time como o Palmeiras em sete jogos, com a torcida enjoada que eles têm, e deixá-lo na ponta, com 76% de aproveitamento.

Pois então, ontem veio um colega de trabalho na UFG, o professor Revalino Freitas, fanático torcedor da Portuguesa (sim, eles existem em Goiás!), clube onde Jorginho começou e ficou por oito anos. “Não tenho medo de dizer que vocês não podiam ter escolhido nome melhor, o Goiás tá de parabéns!”, disse ele ao me cumprimentar. Bom sinal.

Muitos estão dizendo que o Goiás vai treinar o treinador Jorginho. Primeiro, vejo nesse tipo de pensamento um desrespeito ao profissional: Jorginho está começando “de direito” sua carreira de técnico, mas tem 30 anos de convivência com o mundo da bola. E na nova função, se teve quem o treinou foram calibres como Wanderley Luxemburgo e Muricy Ramalho, durante seu tempo de Palmeiras.

A despeito dele, creio que teremos um time vibrante hoje contra o Trindade. O entrosamento não vem de um dia para o outro, mas a alegria, sim. E esse elenco estava visivelmente triste sob o comando de Hélio dos Anjos - que tem seu valor e seus méritos pelo que já fez na Serrinha, claro, mas estava óbvio há quatro meses que não dava mais liga.

Mas estou empolgado, sim. Não demais. Mas o que é um torcedor sem empolgação?

Novos ares na Serrinha, clima mais ameno. Mais sorrisos. E acho que a torcida deveria curtir um pouco essa história e abrir o espírito e o coração para receber o novo treinador.

ARAUJEANAS
*****
Eu nem me lembrava, mas no dia 9/12 do ano passado abri um tópico na Comunidade do Goiás no Orkut com o seguinte título: “Jorginho, novo técnico do Avaí”. E o seguinte comentário: “Pois é, o cara que segurou as pontas muito bem do Palmeiras na era pré-Muricy agora alçou voo independente. Provando que sabe INOVAR e achar boas (e econômicas) soluções, a diretoria do Avaí levou o Jorginho para o lugar do Silas. Enquanto isso, na Serrinha…” Ainda bem que a negociação com o time catarinense melou e a diretoria, mesmo sem saber, fez a coisa acontecer.

***** Deve ser muito estranho comandar, por um único jogo, um time como o Goiás com zero ponto no Goianão após três jogos. Boa sorte a Wladimir Araújo hoje, com certeza é um profissional que poderia estar treinando com tranquilidade quase todos os clubes do Estado. E, contra o Trindade, tenho certeza de que os jogadores vão colaborar - até mesmo porque o novo chefe de fato vai ver o jogo.

Jorginho vem aí. Parabéns, diretoria 

Arquivado em: Sem categoria on terça-feira, janeiro 26th, 2010 by admin | 30 Comentários

O currículo dele como treinador é curtíssimo: uma passagem-relâmpago como técnico do Palmeiras, no vácuo entre duas cobras criadas - Wanderley Luxemburgo e Muricy Ramalho.

O conhecimento dele em relação ao Goiás e ao futebol goiano é praticamente nulo - embora conheça a zona técnica do Serra Dourada, de onde comandou o alviverde paulista na derrota de virada para o Goiás, em agosto do ano passado.

A grife dele é barata: nada de Abel Braga, Joel Santana, Nelsinho Baptista, Geninho, Leão ou qualquer outro medalhão.

Apesar disso tudo - e até por isso tudo - , fiquei muito satisfeito com a vinda de Jorginho para o Goiás.

Não precisamos de alguém com currículo, com conhecimento do clube ou com grife. Precisamos de um treinador que faça o time render, de jogadores que voltem a jogar um futebol vibrante que esqueceram em algum lugar do passado.

Deixo os parabéns à diretoria do Goiás, que conseguiu convencer Jorginho a deixar a comissão técnica do Palmeiras, coisa que o Avaí havia tentado no fim do ano passado, sem sucesso.

Dr. Syd de Oliveira disse que queria agora uma mudança de perfil no temperamento para o comandante do Goiás: fugir do perfil “agressivo”, como ele definiu - em uma clara referência ao jeito de Hélio dos Anjos - para alguém mais boa-praça.

Pensando bem, acho que é mesmo por aí. Um disciplinador só tornaria o ambiente difícil que reina hoje no Goiás ainda mais difícil. Um boa-praça - como era o Geninho dos bons tempos - talvez seja o antídoto para isso. E Jorginho tem a rodagem boleira para evitar as armadilhas de um elenco com vários macacos velhos - Harlei, Romerito, Fernandão, Vitor, Jadilson, Felipe e agora Marcão, Wellington Monteiro e Rafael Moura.

Um bom exemplo do que pode vir a acontecer - e que espero que aconteça no Verdão - é o que capturei numa rápida busca na internet sobre o que ocorreu no Palmeiras com o jeito Jorginho de comandar:

Nas duas últimas semanas, o elenco do Palmeiras deixou de conviver com um técnico que xingava e reclamava a cada erro em tom capaz de ser ouvido por todos que acompanhavam os treinos por outro que aceita até Marcos corrigir o posicionamento no trabalho da defesa. A diferença para Wanderley Luxemburgo é tanta que Jorginho chegou a bater no peito do contestado Fabinho Capixaba antes de escalá-lo, para passar confiança. O resultado: um time alegre.
http://www.abril.com.br/noticias/esportes/futebol/palmeiras/jorginho-palmeiras-voltou-ter-prazer-jogar-456077.shtml

Talvez, neste momento, o Goiás precise mesmo é de alguém que saiba conversar com os jogadores e não gritar no ouvido deles. Dr. Syd pode estar certo. Estou com ele nessa.

ARAUJEANAS
***** Currículo de Jorginho como jogador: defendeu 14 times - Portuguesa (de 1983 a 1990), Palmeiras (1990-1992), Santo André (quatro vezes), Paysandu, Coritiba, Juventude, Paulista, Atlético (MG), Santos (1998-1999), Paraná, Portuguesa Santista, Fluminense (2000-2002), Rio Branco (SP) e Avaí.

***** Currículo de Jorginho como treinador: União Mogi (2007) e Palmeiras (desde 2008, entre categorias de base, auxiliar técnico e treinador interino).

***** Uma das esperanças que tenho com Jorginho é de o Goiás voltar a adotar um estilo de jogo ofensivo, esquecido nos últimos anos, com overdoses de zagueiros e volantes.

***** Aos que não gostaram da contratação e preferiam alguém “de nome”, só um comentário: é preciso passar a valorizar menos o poderio dos treinadores. Essa posição de estrela é um fenômeno das últimas décadas - até os anos 1980, treinador era apenas um a mais no clube. Hoje, virou rei em alguns, onde mandam e desmandam. Conhecem essa história de algum lugar?

Hélio, capítulo final 

Arquivado em: Sem categoria on segunda-feira, janeiro 25th, 2010 by admin | 19 Comentários

Não, o Goiás que jogou ontem no Antônio Accioly não entregou o jogo para o Atlético.

Começou ganhando, teve chance de aumentar, mas acabou perdendo de virada. Por quê? Porque o time está uma bagunça tática completa. Só não vê quem não quer. Resultado: Goiás lanternaço do Goianão 2010, com zero ponto em três jogos.

Daí, nada mais natural do que a demissão do treinador. Mesmo que ele seja Hélio dos Anjos (acima, em foto de Rosiron Rodrigues) e tenha uma força imensurável diante da cúpula serrinhista.

Mas nem o alto escalão do Verdão suportou mais esse revés. Hélio é, hoje, ex-treinador do Goiás.

Muitos falam em gratidão pelo que ele fez, entre eles meu colega de Portal Esmeraldino e amigo Gerliézer Paulo. Sobre o trabalho dele, não é preciso ter gratidão alguma - ele ganhou muito bem para desempenhá-lo e foi valorizado até mais do que deveria -, apenas respeito pelo que fez até determinado momento.

Talvez se possa, porém, falar em gratidão por duas questões, que não têm muito a ver diretamente com o que o time produziu em campo: a aposta acertada em vários pratas da casa e a voz ao discurso bairrista, como ocorreu antes do jogo contra o Flamengo no Serra Dourada. Isso é o que fica de melhor da história de Hélio dos Anjos no Goiás. Isso não estava no contrato e ele executou. Então, obrigado, Hélio!

Continuo, porém, com a opinião que eu tinha em junho do ano passado e que não mudou nada com o transcorrer da campanha do ano passado: Hélio dos Anjos é um treinador limitado, que enxerga o adversário com miopia e se mostra mais medroso do que deveria com a atitude do próprio time.

A demissão foi adiada, infelizmente, por quatro meses - já não havia nenhum clima para a continuidade dele desde a derrota esquisitíssima para o Cruzeiro por 3 a 0 no Mineirão.

Agora, é juntar os caquinhos do que ficou - missão ingrata para o sucessor - e pensar em uma recuperação em curto prazo. Esta precisa ser a semana da recuperação.

ARAUJEANAS
*****
Teve torcedor que vibrou com a derrota no clássico por saber que ela tiraria Hélio do comando. Uma ilusão. A atual inoperância de Hélio era apenas um dos problemas a se resolver.

***** Quem virá para a sucessão? Olha, eu não me importo de que haja um comando interino pelas próximas rodadas, com o já rodado (e conhecedor do futebol goiano) Wladimir Araújo. Contratar alguém de afogadilho não é a melhor escolha. A não ser que já esteja tudo de caso pensado nos bastidores.

***** Se fosse para escolher agora, entre os nomes atualmente disponíveis no mercado, gostaria de ver Nelsinho Baptista de volta. Ter títulos nacionais no currículo é, na minha opinião, um grande trunfo que ele carrega.

***** A Hélio dos Anjos, que ele consiga sucesso em outra equipe e atinja um novo ápice na própria carreira, cuja maior conquista já tem mais de dez anos - a Série B com o Goiás, em 1999. Mas, para isso, ele precisa se reinventar como treinador. Ou terá uma decadência precoce.

Rafael Moura e Marcão 

Arquivado em: Sem categoria on sexta-feira, janeiro 22nd, 2010 by admin | 17 Comentários

Estes são os novos esmeraldinos do pedaço.

Nem entrei na Comunidade do Goiás no Orkut ainda para ver como está a repercussão, então acho que vou dar uma opinião mais livre de outras influências:

Considero Rafael Moura como bom reforço… para compor um elenco sério. Não o vejo melhor que Felipe e Fernandão e, para mim, ele precisa mostrar mais futebol do que vem mostrando nos últimos anos, com raros lampejos e sucessos regionais. No Goiás de hoje, com todo mundo 100% motivado, na minha visão dividiria o banco de reservas com Johnathan. Claro, isso quando o Goiás tiver o seu tão sonhado meia de ofício – não quero ver de novo o Fernandão por ali.

Marcão também é outro jogador que precisa mostrar mais. Zagueiro canhoto, foi uma das estrelas do Atlético Paranaense campeão brasileiro de 2001, mas lá se vão nove anos. Deu sua contribuição ao Palmeiras – em duas passagens, a primeira melhor – e ao Inter. Tem muita raça e técnica limitada, mas ainda assim, é bem melhor vê-lo por aqui do que ter Leandro Euzébio por perto.

Poderia ter sido melhor? Sim. Têm nomes mais atraentes para seduzir a torcida do Goiás? Claro que sim.

Mas é bom não esquecermos da realidade financeira do Goiás, que não é boa e cuja maior contradição é manter uma relação custo-benefício tão ruim como Hélio dos Anjos e seu salário. Isso não dá pra entender mesmo.

Espero que ambos, Marcão e Rafael, se deem bem no Verdão. Afinal, outra coisa boa de lembrar é que a Serrinha costuma fazer bem o papel de spa para jogadores em baixa no mercado. O problema é o que acontece depois do fim do contrato.