No telão da Serrinha
Arquivado em: Sem categoria on quinta-feira, março 11th, 2010 by admin | Nenhum Comentário
O telão estava lá. Faltou só o espetáculo
Pois é, ontem a diretoria esmeraldina estreou o telão com reprodução ao vivo do jogo para os presentes à Serrinha para ver Goiás x Ituiutaba, pela Copa do Brasil.
Aproveitando a novidade como inspiração - tinha que ter alguma que não fosse o jogo para estar aqui agora escrevendo -, nem preciso dizer que o futebol do Goiás ultimamente previa um jogo duro. Faz tempo que o time não apresenta um esporte espetacular.
Na noite em que os meninos do Santos protagonizaram uma sessão de gala para seus torcedores, com dez gols, os esmeraldinos viveram à espera de um milagre: ver o time jogar uma bola redondinha e balançar a rede umazinha vez só. Não adiantou. Nem videocassetada o jogo teve.
Em campo, uma zorra total em termos de organização tática. Ou será que o Jorginho tinha mandado mesmo o Rithelly jogar de ponta-de-lança e o Saci de volante? O Goiás está buscando um esquema de jogo mesmo ou o treinador e seus auxiliares estão perdidos na noite? É o que fico aqui a pensar, altas horas da madrugada, como um corujão.
Como reclamar da torcida, cada vez menor na arquibancada, se o preço do ingresso está nas alturas e um futebol que testa a paciência do torcedor no limite? Em vez de viver a vida de verdade, ir para o estádio ver o Goiás. Será que vale a pena ver de novo?
Para quem quer pagar para ver, agora é esperar a sessão da tarde de domingo, contra o Itumbiara, para ver se, no telão da Serrinha, aparece um futebol de estrelas. Quem sabe algo fantástico ocorra nesses quatro dias.
ARAUJEANAS
***** Vítor vai mesmo embora (trataremos mais sobre isso amanhã). Em troca, Deyvid Sacconi (será que é assim que se escreve, mas vou ter tempo pra aprender) e mais dois. Ok, como escrevi semana passada, já era hora. Pelas vaias (que particularmente não aprovo), já se mostra que a relação com o lateral está saturadíssima.
***** Em compensação, Túlio foi relativamente ovacionado em sua reestreia. Devolveu a saudação da galera com um aceno e a mão no peito. Nos minutos em campo, se mostrou ainda totalmente fora de ritmo.
***** Jorginho e entrevista coletiva não combinam. Depois do jogo, ele voltou atrás na declaração de que a Copa do Brasil não era importante. Sem contar que queimou mais ainda o filme de Jadílson, sem nenhuma necessidade.
***** O melhor momento visto no telão foi antes de a bola rolar: a imagem de Renan Moraes, um autêntico representante da torcida esmeraldina, falecido no domingo. Parabéns a quem teve a sensibilidade de idealizar uma homenagem tão simples e bonita.

Hoje tem muito esmeraldino chateado, com razão, pelo que aconteceu no Jonas Duarte. Mas é isso mesmo: essas coisas acontecem e servem de alerta: o time para a sequência da Copa do Brasil e para o Brasileiro não pode ser esse! E claro, fica o gostinho de ressaca na segunda-feira, não tem como não passar por isso.
Aviso aos amigos e amigas: quem for radicalmente contra não se falar apenas do Goiás neste espaço, hoje já pode ir direto para as Araujeanas. Obrigado pela compreensão.
Acredito que Túlio Lustosa Seixas Pinheiro dispense apresentações. Qualquer esmeraldino acima de 16 anos vai se lembrar dele envergando, sempre com muita raça, a camisa do Verdão, clube em que foi nascido e criado, desde as categorias de base.
Já Everton Santos, para mim, é uma incógnita como jogador. Aos 23 anos, já é bem rodadinho: São José-SP (2005), Santo André-SP (2005-2006), São Bernardo-SP (2006), Bragantino (2006-2007), Corinthians (2007), Paris Saint-Germain (2008), Fluminense (2008-2009) e Albirex Nigata-JAP (2009). Com o Goiás, serão nove clubes em cinco anos de carreira, três a mais do que Túlio em 15 anos! Pra mim, nunca foi bom sinal jogador ficar pulando de galho em galho dessa forma. Típico profissional atrelado a empresários e que não cria raízes.